Casa Imperial do Brasil
Pró Monarquia - Site Oficial da Casa Imperial do Brasil
O REGIME IMPERIAL

Monarquia ou República?

Em quase 130 anos de República, quais foram as vitórias?

Vamos aos seguintes pontos.

Na estabilidade política, até 1988 não tínhamos conseguido isso. Tivemos em quase 130 anos, 9 golpes de Estado, 13 ordenamentos constitucionais, 4 assembleias constituintes, 10 repúblicas. O Congresso, em nome da LIBERDADE, foi FECHADO 6 vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.

Ocorreram censuras nos meios de comunicação inclusive o fechamento de jornais e periódicos.

Na economia, tínhamos uma moeda forte que era o mil réis. Desde 1942 tivemos 8 moedas. A inflação média no Império era 1,58% ao ano. Desde o fim do Império a inflação chegou a 64,9 quatrilhões por cento, tivemos 43 presidentes. Se tivesse sido mantida a Monarquia os sucessores de Dom Pedro II, teriam sido apenas 3, gerando grande estabilidade tanto política quanto econômica.

Em uma Monarquia, o Monarca é o símbolo vivo da Nação e não há espaço para aventureiros, para o "recebendo que se dá", para negociatas, corrupção, nepotismo. Na Monarquia a ordem prevalece. Um Monarca é educado desde criança para reinar e nunca somos pegos de surpresa por novos governantes.

O Imperador Dom Pedro II sempre se destacou pela diplomacia, sendo árbitro em vários países. A nossa Marinha era a segunda Marinha de Guerra do Mundo e o Brasil era tido como um país de primeiro mundo ao lado da Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha.

Por esses e vários outros motivos, mudamos sim, da Monarquia para a Anarquia.

Nos tempos do Império do Brasil

Em contraposição à imoralidade republicana que assola o país, vejamos o que diz o historiador Oliveira Lima a respeito de D. Pedro II:

“O Imperador assumira uma ditadura: a da moralidade. Suas escolhas procuravam ser justiceiras, e por coisa alguma no mundo as teria degradado. Os senadores vitalícios que D. Pedro II nomeava dentre os eleitos pelo povo, os magistrados que promovia na carreira judiciária, os diplomatas que mandava representarem o País no estrangeiro, tinham todas as probabilidades de serem respeitáveis e honestos. Se vinha saber a menor coisa em contrário à sua reputação, e a acusação fosse justificada, seus nomes iam para a famosa Lista Negra, rabiscada pelo lápis fatídico”.

Sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, teve os primeiros Correios da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal.

  • O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e primeira autoridade moral, depois do Papa.
  • Em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891.
  • A unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina.
  • Embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é, 800 contos de réis anuais. E Dom Pedro II destinou vinte e cinco por cento de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai.
  • 800 contos de réis significavam 67 contos de réis mensais e os republicanos, ao tomarem o poder, estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês.
  • Uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. A verdade é que a Família Imperial recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano.
  • Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro). Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário.
  • No Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis. O que hoje equivale a 5 salários mínimos.
  • O Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república no Brasil, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.
  • No plebiscito de 1993 a monarquia recebeu, aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos válidos) e, na época uma pesquisa do DATA FOLHA mostrava que 21% da população era monarquista ou simpatizante.

DIFERENÇA ENTRE MONARQUIA E REPÚBLICA

brasilimp1822-1889.jpg   monarquiaXrep-Rep.jpg
Monarquia   República

A Monarquia é uma forma de governo moderna e eficiente. Das 12 economias mais fortes do mundo atual, 8 são monarquias.

 

A República está sendo questionada em vários países, pois não tem solucionado seus problemas. Haja visto que, das 165 repúblicas atuais, só 11 mantêm regime democrático há mais de 20 anos.

O Monarca, sendo vitalício, pode inspirar e conduzir um projeto nacional, com obras de longo alcance e longo prazo.

 

O Presidente tem quatro anos para elaborar e executar o seu projeto de governo, cujo alcance é forçosamente limitado.

O Monarca não tem interesse em interromper os projetos de seus antecessores, dos quais participa antes mesmo de subir ao trono.

 

O Presidente quer executar o seu próprio projeto e, com frequência, interrompe as obras dos antecessores. Em geral, não consegue completar os projetos iniciados por ele, que serão igualmente abandonados por seu sucessor.

O Brasil, como Império, era um país de primeiro mundo, junto com os Estados Unidos da América, Inglaterra e Alemanha.

 

A República conduziu o Brasil à condição de país de terceiro mundo, com a tendência de decair mais.

Se tivéssemos mantido a Monarquia, os sucessores de Dom Pedro II, até agora, teriam sido apenas três.

 

Desde 1889, tivemos 43 Presidentes, com sucessivas mudanças de rumo, crises, golpes, instabilidades e ditaduras.

A imprensa costuma citar, com destaque, como exemplo de decadência da Monarquia, a conduta do Príncipe Charles e sua tumultuada relação com a Princesa Lady Diana. Só que a Rainha de nada é acusada e, a sabedoria britânica, no devido tempo, saberá encontrar tranquilamente o sucessor de Elizabeth, sem solução de continuidade para a vida da nação.

 

Quem não se lembra, na República brasileira, da conduta reprovável de esposas, filhos, irmãos, genros e outros familiares ou agregados de tantos Presidentes, gerando inclusive, crises institucionais?

Parlamentarismo autêntico só com Monarquia, pois o Monarca é suprapartidário e tem posição equânime em relação aos partidos.

 

No parlamentarismo republicano, o Presidente é eleito e sustentado por conchavos de partidos e grupos econômicos, e tende a ter posição facciosa.

Na Monarquia, o Monarca é um amigo e aliado do seu Primeiro Ministro.

 

Na República, o Presidente é um concorrente ou um inimigo de seu Primeiro Ministro.

O Monarca é o símbolo vivo da nação, personifica sua tradição histórica e lhe dá unidade e continuidade.

 

O Presidente da República tem mandato de apenas quatro anos e é eleito por uma parte geralmente minoritária da nação. Por isso não a personifica, nem lhe dá unidade.

É função do Monarca, segundo o Imperador Francisco José da Áustria, defender o povo contra os seus maus governos.

 

Rui Barbosa afirmou que "o mal irremediável da República é deixar exposto às ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado", isto é, o Chefe de Estado.

O Monarca não está vinculado a partidos nem depende de grupos econômicos, por isso pode influir, com maior independência, nos assuntos de Estado, visando o que é melhor para o país.

 

O Presidente não é educado para o cargo. Não raro, surge como resposta aos interesses de um partido. É como um passageiro de avião, que é eleito pelos demais para pilotar a aeronave, sem que para isto esteja habilitado.

O Monarca é educado desde criança para reinar com honestidade, competência e nobreza, e durante toda a vida acompanha os problemas do país e colabora em sua solução, com independência política e partidária.

 

O Presidente se elege com o apoio de partidos políticos e depende de grupos econômicos, que influem nas suas decisões, em detrimento das reais necessidades do povo e do país.

Não se conhece exemplo de Monarca envolvido em negociatas, pois "Rei não rouba".

 

Em todo o mundo são frequentes os casos de Presidentes desonestos.

O Monarca pensa nas futuras gerações.

 

O Presidente pensa nas futuras eleições.

A dotação de D. Pedro II era de 67 contos de réis por mês, e não se alterou durante os 49 anos de reinado. Com essa dotação ele manteve sua família e sustentou os estudos de muitos brasileiros famosos, como Carlos Gomes, Pedro Américo e o próprio Deodoro. Não havia mordomias.

 

Após a proclamação da República o salário de Deodoro, destinado apenas às suas despesas pessoais - não às de seu cargo -, foi ajustado para 120 contos de réis por mês, e os salários dos Ministros foram dobrados em relação aos salários dos Ministros do Império.

Na Monarquia, a nação sustenta apenas uma família.

 

Na República brasileira, além do Presidente, a nação sustenta hoje mais 7 ex-Presidentes e suas viúvas.

Na Grã-Bretanha, com toda a sua pompa e circunstância, o custo anual para o povo britânico sustentar a Rainha, sua família e todo o aparato é de US$ 1,87 per capita, e no Japão não chega a US$ 0,50.

 

No Brasil, estima-se que a Presidência custe à nação entre US$ 6,00 e US$ 12,00 per capita por ano.

As viagens de D. Pedro II eram pagas com o seu próprio dinheiro, e a comitiva não passava de 4 ou 5 pessoas.

 

As viagens presidenciais são pagas com o dinheiro do povo, e a comitiva já chegou a lotar dois Jumbos.

No Império havia 14 impostos, e uma norma que dizia: "Enquanto se puder reduzir a despesa, não há direito de criar novos impostos".

 

Hoje, o Brasil tem 59 impostos, e a todo momento surgem propostas para aumentar a carga tributária.

O menor salário do Império equivaleria hoje a US$ 275,00 e a diferença entre o menor e o maior era de 12 vezes.

 

O salário-mínimo republicano tem sido inferior a US$ 100,00, e a diferença entre ele e o maior salário de cargo público ultrapassa 200 vezes.

O salário de professora equivalia, no Império a US$ 730,00.

 

Hoje, os professores recebem salário "de fome", desestimulando o ensino. Em muitos locais, não chega a um salário-mínimo.


Pró Monarquia é uma associação cívico-cultural sem fins lucrativos, fundada em 1990, que tem por finalidade promover, orientar e coordenar iniciativas voltadas à restauração do regime monárquico de governo no Brasil, observada a legitimidade dinástica. Assim, sob os auspícios do Chefe da Casa Imperial do Brasil S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, realiza e incentiva atividades de estudo, formação e divulgação concernentes à Dinastia brasileira, à nossa história, valores e tradições, bem como à excelência do regime monárquico enquanto tal e à realidade nacional, de modo a obter a coesão dos monarquistas brasileiros em torno de um mesmo ideário e atrair para a causa monárquica a simpatia e a adesão dos compatriotas.