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Entrevista com o Príncipe
Dom Rafael de Orleans e Bragança

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Para que monarquistas e não-monarquistas saibam um pouco mais a respeito dos membros mais jovens da Família Imperial do Brasil, entrevistamos o Príncipe Dom Rafael, quarto na linha de sucessão, filho de Dom Antônio e de Dona Christine. Nascido em Petrópolis, e engenheiro de produção da AmBev, em meio a ocupações e compromissos respondeu gentilmente as perguntas que seguem.

 

Qual o nome completo de Vossa Alteza, e o significado de cada um?

 

Rafael Antonio Maria José Francisco Miguel Gabriel Gonzaga de Orleans e Braganca. “Rafael Antonio” é meu nome próprio, sendo “Antonio” uma promessa que meu pai fez a Santo Antonio, se seu filho nascesse homem. Os nomes “Maria” e “José” estão nos nomes de todos os integrantes da família, em homenagem a Nossa Senhora e São José, assim como “Miguel”, “Gabriel” e “Rafael”, em devoção aos arcanjos. “Francisco” é meu padrinho de batismo (Dom Francisco, irmão de meu pai) e “Gonzaga”, homenagem a São Luís, patrono da família.

 

Qual a formação profissional de V.A.?

 

Sou formado em Engenharia de Produção pela PUC-RJ. Encerrei o curso em julho de 2010.

 

Tem algum hobby? Algum esporte preferido? O que faz nas horas vagas?

 

Sou muito esportista. Jogo futebol toda semana e squash sempre que posso. Sem contar com golfe e tênis, que já viraram tradição na família.

 

Dom Antônio, seu pai, é exímio pintor. Dona Gabriela, sua irmã, declarou sua inclinação para a música. V.A. tem algum pendor artístico?

 

Sempre gostei muito de desenhar. Fiz um curso de desenho quando era mais novo, mas há algum tempo não pratico. Aprecio muito desenhos a lápis, principalmente retratos. Sou um grande admirador dos croquis de Leonardo da Vinci.

 

V.A. tem algum medo? Se a resposta for positiva, qual e por que?

 

Acho que todos temos medo de algo. Mas nunca deixo isto transparecer, e tento sempre enfrentar as situações em que este medo e/ou ansiedade se apresentam.

 

Como V.A. se define como pessoa (temperamento, caráter, etc.)? Pode comentar?

 

Sou discreto e reservado, e sempre me considerei tímido. Mas quando a situação me permite, exercito meu senso de humor.

 

Elizabeth II da Inglaterra disse que, para ela, ser rainha não é trabalhoso, sendo muito feliz desempenhando suas tarefas. V.A. acha pesado ser Príncipe herdeiro do Brasil?

 

Não acho que seja penoso. Desde pequeno aprendemos a lidar com esta questão. E sempre soubemos da importância que nossa família tem na história do país. É uma preocupação constante dos monarquistas a continuidade da Família Imperial.

 

V.A. pretende se casar? Caso positivo, que qualidades a princesa escolhida deveria ter para desempenhar tão importante papel?

 

Sim, pretendo. Acho que o mais importante é encontrar uma pessoa que tenha os mesmos princípios e valores, e que tenha recebido a mesma educação. Isso é essencial para a felicidade de um casal, de acreditarem no mesmo ideal, e que possam passar para seus filhos.

 

Vemos no Brasil e no mundo uma ação feroz de meios de comunicação e legisladores no sentido de destruir a família. O que devemos fazer para preservá-la?

 

Vivemos num sistema econômico baseado no consumismo, onde os bens materiais passam por cima dos valores morais e cristãos. As pessoas se tornam objetos e a essência da família se perde quando se estabelecem relações “descartáveis”. Devemos enfrentar este materialismo fortalecendo a fé e a espiritualidade, sobretudo através da educação.

 

Na opinião de V.A., qual a principal qualidade do povo brasileiro? E o maior defeito?

 

Temos inúmeras qualidades. O povo brasileiro é trabalhador, alegre e bondoso. Mas eu destacaria a generosidade. O brasileiro, vendo a dificuldade do próximo, é voluntarioso e generoso. Ele se reconhece na dor do outro e por isso o ajuda. É muito difícil encontrar um defeito num povo com tantas qualidades. Mas vejo que, depois de tantas décadas de uma desastrosa República, o brasileiro desenvolveu tendência de respeitar cada vez menos os valores, as leis e os próprios indivíduos. Isso é uma ameaça às nossas qualidades natas.

 

O que V.A. acha do atual momento político brasileiro?

 

A República tem um problema sério de governabilidade, que força o Brasil a ser gerido através da corrupção. Isso cria uma desilusão com relação à República. Desta maneira o povo não acredita mais nas instituições, e a vida se transforma num vale-tudo. Em outras palavras, num completo desrespeito às leis e à civilidade.

 

Quais nossos principais problemas? O que faria para solucioná-los?

 

Hoje, para o país ser “governável”, a máquina precisa fomentar a corrupção e esta, por sua vez, alimenta a ineficiência. Os serviços públicos prestados à população acabam sendo de péssima qualidade. Na Bélgica, Inglaterra, Espanha e outras monarquias, em contrapartida, vemos a população sendo tratada com dignidade, especialmente os menos favorecidos.

 

Se tivesse que assumir o poder hoje, qual o primeiro ato de V.A.?

 

É difícil materializar um ato concretamente. Acho que primeiro trabalharia para aproximar a população de seu soberano. A República não escuta e não une os cidadãos.

 

Nas viagens de V.A. representando a Família Imperial, como tem sido a receptividade com relação à monarquia, sobretudo dos jovens?

 

Vejo um movimento jovem crescente, o que me enche de esperança, porque cada vez mais a população tem vontade de mudar a situação política atual. E estão vendo que a Monarquia passa a ser a melhor opção para esta mudança acontecer.

 

V.A. considera possível a restauração da Monarquia no Brasil para breve?

 

Há uma ruptura clara entre o cidadão e o governo. E isso não tem como se sustentar a longo prazo. Não vejo recuperação possível para a República. A restauração da Monarquia passa a ser uma questão de tempo.

 

De que fatores a restauração depende?

 

Basicamente de um grande trabalho de comunicação e educação, em que se evidencie a falência da República e mostre que a Monarquia é o regime do futuro, e que as pessoas entendam que não é coisa do passado.

 

V.A. se sente preparado para dedicar-se exclusivamente à causa monárquica, se a possibilidade da restauração se desse hoje?

 

Com certeza. Fomos educados para servir ao país, e tomo isso como um dever e uma honra e não como direito.

 

Que atuação os monarquistas poderiam exercer com vistas à restauração da Monarquia?

 

Focar no trabalho de comunicação. Estabelecer um contato direto com núcleos da sociedade para conquistar mais brasileiros à causa. Sempre agindo de maneira humilde e generosa, como bons brasileiros.

 

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