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DOM JOÃO VI
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Dom João VI
S.M.F. e I. Dom João VI
Rei de Portugal, Brasil e Algarves

Dom João VI

No dia 16 de dezembro de 1815, por Carta de Lei, o Príncipe Regente D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Estamos comemorando neste mês o segundo centenário desse marcante acontecimento de nossa história.

A emancipação do Brasil, em relação a Portugal, resultou de um longo processo, desencadeado ainda no século XVI, quando a Terra de Santa Cruz começou a ser povoada, evangelizada e civilizada pelos portugueses.

Foi um processo gradual e orgânico, semelhante ao da educação normal de uma criança, rumo à idade adulta; nele, pouco a pouco se foi gerando na América Portuguesa o sentimento difuso do que mais tarde se chamou “brasilidade”.

Durante o século XVII, quando das lutas heroicas para expulsar o invasor batavo, o Brasil, ainda na sua infância, se sentia autenticamente português; os que aqui nasciam eram tão portugueses quanto os de Lisboa, Coimbra ou Porto.

A adolescência de nossa Pátria foi atingida na passagem do século XVIII para o XIX, quando se tornou mais clara a consciência de que estávamos caminhando rapidamente para atingir a idade adulta.

A vinda da Família Real, em 1808, acelerou e, ao mesmo tempo, cristalizou tal processo.

O Príncipe e depois Rei D. João VI, grande estadista que era, compreendeu que o Brasil estava a ponto de atingir a sua maioridade, e soube proceder em tudo com extrema sabedoria, de modo a assegurar uma emancipação não traumática, mas na linha da continuidade.

Com a elevação a Reino Unido, do ponto de vista institucional o Brasil se tornou um reino autônomo cujo Rei era o mesmo de Portugal.

Nos planos de D. João, Portugal e Brasil continuariam unidos e irmanados sob um mesmo soberano, como ainda hoje o são Inglaterra e Escócia.

Com o retorno de D. João a Portugal, em 1821 – forçado pelas cortes revolucionárias de Lisboa – o Sete de Setembro tornou-se inevitável.

Seguindo o sábio conselho de D. João, foi seu filho D. Pedro que tomou a coroa “antes que algum aventureiro o fizesse”.

E garantiu uma independência dentro da continuidade monárquica, com invejável unidade territorial, política, social e religiosa.

Essa maravilhosa realidade que é o Brasil cristão, unido e pacífico, encontra-se no momento em gravíssima crise, ameaçada por múltiplos fatores de desagregação e aviltamento ético e moral.

Não cabe nos estendermos aqui sobre eles. Cabe, isto sim, considerá-los em espírito de esperançosa oração, elevando nosso olhar à divina sublimidade do Presépio.

Dom Luiz de Orleans e Bragança
(Excerto do Cartão de Natal de 2015 de Dom Luiz de Orleans e Bragança).

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Poucos acontecimentos de nossa História foram tão importantes como a chegada ao Rio de Janeiro, a 7 de março de 1808, da esquadra que trazia a Rainha D. Maria I e o Príncipe-Regente D. João, com sua esposa e filhos.

A abertura dos portos ao comércio internacional, a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a criação da Real Academia Militar, a fundação do Banco do Brasil, eram não só a consequência dessa vinda, mas também o fruto de um plano maduramente elaborado pelo Príncipe-Regente, de criar no imenso território brasileiro um grande império o qual se tornasse o mais belo florão da Coroa Lusitana.

Toda a atuação do sagaz Príncipe-Regente e depois Rei D. João VI, entre 1808 e 1821, foi norteada pela criação de estruturas políticas, administrativas, culturais e militares em nosso País, a fim de garantir-lhe fronteiras seguras, uma economia sadia e o reconhecimento das potências da época.

Ao reembarcar para a Europa, D. João VI entregou a seu filho e herdeiro uma Nação pronta a ser emancipada.

A Providência Divina quis servir-se desse Príncipe para estabelecer os fundamentos sobre os quais o Brasil se tornaria independente sem perder a sua grande unidade religiosa, linguística, cultural e territorial.

A rogos de Maria Santíssima – à qual nosso País foi consagrado em Aparecida por D. Pedro I logo nos primeiros dias de sua Independência – e pela fidelidade e coragem dos bons brasileiros, a Divina Providência fará, estou certo disso, com que o Brasil atravesse o atual período tormentoso de sua História e da História do Mundo, sem que essa preciosa unidade se fragmente, sem que sua soberania e sua identidade se dissolvam em macroestruturas anorgânicas, niveladoras e massificadoras, e sem que nosso povo perca sua índole inteligente, vivaz, afetiva e bondosa, que tanto o distingue entre todas as nações.

Dom Luiz de Orleans e Bragança
(Excerto do Cartão de Natal de 2008 de Dom Luiz de Orleans e Bragança).

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A História apresenta, por vezes, em seu curso, transformações desconcertantes, que em pouco tempo modificam os rumos das nações, às vezes de civilizações inteiras.

Quantas transformações benéficas nascem de situações conturbadas e sofridas?

Os perigos, ameaças e incertezas são muitas vezes a véspera de épocas auspiciosas e de glória.

Em 1808 a Europa sentia o peso dos exércitos revolucionários de Napoleão que, junto com as violências da guerra, operavam mudanças profundas nas sociedades europeias, ainda tão marcadas pelos princípios e pelas instituições da Civilização Cristã.

Essa máquina bélica, aparentemente invencível, subjugava ou substituía monarquias legítimas, em nome de um poder imperial ilegítimo.

Coube ao Príncipe Regente de Portugal, futuro D. João VI, com profundo senso da História, sagacidade estratégica e sabedoria política, subtrair-se ao funesto curso dos acontecimentos na Europa.

Sua decisão de transferir para o Brasil a capital, deslocou o centro geográfico e político do Reino, deixando Napoleão desconcertado em seus planos hegemônicos.

A vinda do Príncipe Regente, juntamente com a Corte, inaugurou uma nova, profícua e decisiva fase da existência de nosso querido País.

Na verdade, realizava ele um já maturado plano da monarquia lusa, de para aqui transferir a capital do Império português, cujos domínios se estendiam à África e cujos contrafortes chegavam à Ásia.

As desventuras da ofensiva napoleônica acabaram por apressar a realização desse plano, tão benéfico para o Brasil.

O descortínio que orientou o monarca e sua corte na qual se contavam brilhantes homens de Estado, de cultura, de categoria social – revigorou infindos aspectos da vida e da organização da antiga colônia, dando-lhe os primeiros contornos de um grandioso império.

Dom Luiz de Orleans e Bragança
(Excerto do Cartão de Natal de 2007 de Dom Luiz de Orleans e Bragança).

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Pró Monarquia é uma associação cívico-cultural sem fins lucrativos, fundada em 1990, que tem por finalidade promover, orientar e coordenar iniciativas voltadas à restauração do regime monárquico de governo no Brasil, observada a legitimidade dinástica. Assim, sob os auspícios do Chefe da Casa Imperial do Brasil S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, realiza e incentiva atividades de estudo, formação e divulgação concernentes à Dinastia brasileira, à nossa história, valores e tradições, bem como à excelência do regime monárquico enquanto tal e à realidade nacional, de modo a obter a coesão dos monarquistas brasileiros em torno de um mesmo ideário e atrair para a causa monárquica a simpatia e a adesão dos compatriotas.