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Comunicado de 13.03.2015

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COMUNICADO
do Secretariado da Casa Imperial do Brasil

O País atravessa uma grave crise política, econômica e, sobretudo, moral, a qual se precipitou nas últimas semanas com implicações e desdobramentos ainda difíceis de prever.

 

Tal crise, além de acarretar um grande desprestígio às instituições, é, a uma vez, causadora e consequência de um grave descontentamento que se alastrou, de norte a sul, por toda a sociedade brasileira.

 

A esquerda, em seu afã de consolidar um projeto de poder, cada vez mais coletivista e autoritário, incrustou-se em todos os escaninhos do Estado e o aparelhou de modo implacável, sugando-lhe as energias e fazendo eclodir um dos maiores escândalos de corrupção de todos os tempos, o qual, entretanto, ainda faz prever escândalos maiores.

 

Na ânsia de impor ao País uma agenda ideológica, essa mesma esquerda afrontou o sentir do brasileiro médio, que almeja um Brasil em ascensão, em legítima continuidade com seu passado. E, cada vez mais, um sentimento de inconformidade e de apreensão foi-se disseminando nas camadas mais profundas da população. A esquerda perdeu a batalha da popularidade.

 

Agora anunciam-se, por todo o Brasil, manifestações que, dentro do quadro de liberdades de um regime democrático, pretendem legitimamente externar esse imenso descontentamento. É natural que entre esses brasileiros estejam muitos monarquistas, que veem na presente crise um dos sintomas da inautenticidade do regime republicano, o qual, em pouco mais de um século de existência, trouxe à nossa vida pública turbulências e incertezas sem fim.

 

Temos por certo que Nossa Senhora Aparecida, a quem Dom Pedro I consagrou, como Padroeira, nosso País, há de socorrê-lo em mais esta hora de incertezas e o fará retornar às vias históricas das quais jamais se deveria ter distanciado.

 

São Paulo, 13 de março de 2015.

 

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Comunicado de 30.09.2014

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COMUNICADO
 

Mensagem do Príncipe D. Luiz

 

Tendo sido consultado a respeito de orientações aos monarquistas com vistas às próximas eleições, gostaria de dizer: se acreditamos em Deus, devemos ser coerentes com este pressuposto relativamente a palavras, ações e até mesmo pensamentos.

 

Assim, defendo que precisamos adequar as leis humanas à Lei de Deus e à Lei Natural, e que a observância aos 10 Mandamentos obriga não só aos homens individualmente, mas também aos Estados.

 

Para esclarecimento sobretudo dos mais jovens, tomo como definição de Lei Natural ou Direito Natural a de São Paulo: 

“É a lei escrita pelo dedo de Deus na alma do homem”. 

 

Podemos complementar com outras, como a de Cícero:

 

“É o que emana da própria natureza, independentemente da vontade do homem”. 

 

E Aristóteles:

 

O Direito Natural “é invariável no espaço e no tempo, insuscetível de variação pelas opiniões individuais ou pela vontade do homem. Ele reflete a natureza como foi criada”. 

 

E quais são os Direitos Naturais? 

 

Basicamente o direito à vida, à educação, à cultura, a constituir família, ao trabalho, ao salário justo e familiar, à propriedade, à prática da Religião.

 

São direitos que antecedem ao Estado, que este deve garantir e sobre os quais não pode legislar a seu bel prazer; não são concessões dele.

O Papa Bento XVI, discursando em 30-3-2006 para participantes de congresso promovido pelo Partido Popular Europeu, denominou de “princípios que não são negociáveis” os referentes à Lei Natural.

 

Entre os princípios inegociáveis, citou explicitamente a “tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural; o reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; e a tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos”.

 

Em vista disso, é imprescindível que os monarquistas se abstenham de votar em candidatos que contrariem tais ensinamentos, bem como em partidos cujo conteúdo programático afronta a Lei de Deus.

 

Dom Luiz de Orleans e Bragança

 

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Comunicado de 29.08.2013

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COMUNICADO
 

DOM LUIZ DESACONSELHA FORMAÇÃO DE PARTIDO


PRÓ MONARQUIA comunica que o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil — e com ele seus irmãos e imediatos sucessores dinásticos Dom Bertrand e Dom Antônio — não promove, e nem mesmo apoia, a formação de um partido político monarquista. Pelo contrário, tendo sido consultado recentemente a respeito, manifestou Sua Alteza, expressamente, em coerência com inalterável posição mantida pela Chefia da Casa Imperial ao longo de muitas décadas, sua não aprovação a tal iniciativa. O movimento monárquico deve ser, necessariamente, suprapartidário. Alerta assim aos monarquistas para que se acautelem em relação àqueles que insistem em desconsiderar essa orientação serena, prudente e despojada de interesses materiais, e ao mesmo tempo insinuam uma anuência com a qual não contam.


São Paulo, 29 de agosto de 2013

Pró Monarquia
José Guilherme Beccari
Presidente do Conselho de Administração

 

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Comunicado de 01.09.2013

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COMUNICADO

COMUNICADO DE DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA,
CHEFE DA CASA IMPERIAL DO BRASIL

 

É com o espírito carregado de graves apreensões que venho considerando os mais recentes acontecimentos de nossa vida pública. 


As instituições são desrespeitadas, a insegurança jurídica aumenta, a faculdade de opinar vai sendo ameaçada, insuflam-se conflitos entre brasileiros, sobre as forças dinâmicas da Nação se abatem legislações cada vez mais sufocantes e até nossa diplomacia – outrora reconhecida por seu equilíbrio e sutileza – é vilipendiada.


Aumenta, dia a dia, em considerável parte de nossa população – afável, ordeira e laboriosa – o sentimento de inconformidade e rejeição ante os crescentes desmandos de algumas de nossas mais altas autoridades, obstinadamente comprometidas com metas ideológicas avessas ao sentir da alma cristã de nosso povo.


O País assiste nestes dias, estupefato e incrédulo, ao que algumas vozes ponderadas já não hesitam em qualificar de um moderno tráfico de escravos ideológicos.


A classe médica e considerável parte da população vê com aversão a vinda ("importação"!) para o nosso País de médicos cubanos como "solução" para um sistema estatal de saúde em boa medida falido, devido ao descaso do próprio governo.

 

Enviados para o Brasil – a mando das autoridades que há décadas envolvem a outrora pérola do Caribe nesse ambiente obscuro, miserável e trágico, típico das nações-masmorras sobre as quais se abateu o comunismo – tais médicos são massa de manobra de inconfessados desígnios.


Enquanto é legítimo duvidar dos conhecimentos científicos de muitos deles, não é difícil conjecturar que alguns aqui desembarcarão como agentes da ideologia socialo-comunista vigente em Cuba, como tem acontecido em países como a Venezuela e a Bolívia. 


Além disso, muitos, separados propositalmente de seus familiares, aqui ficarão confinados em seus locais de trabalho, sem que seja clara a garantia de sua liberdade de ir e vir, bem como de outros princípios básicos de nosso Estado de Direito. Isso para não mencionar que parte do pagamento deste trabalho escravo hodierno será enviado pelas autoridades brasileiras às autoridades do regime cubano.


A se consolidar esta espúria operação, o Brasil terá sido empurrado decididamente para os descaminhos do totalitarismo. Hoje escravidão de pobres cubanos, amanhã talvez de brasileiros.


É, pois, com repulsa que vejo autoridades da República, com profundos laços ideológicos com o regime comunista de Cuba, fazerem semelhante acordo, favorecendo ademais a sobrevivência de uma ditadura que visa estender pelo território brasileiro os males com que o expansionismo castrista fustiga há décadas países de nosso Continente.


Para que o Brasil prossiga sua trajetória histórica sem conhecer as discórdias, agitações e até morticínios que têm caracterizado as revoluções de índole socialo-comunista, urge que os brasileiros, das mais diversas condições, abandonem certa inércia desavisada na qual se encontram e se articulem para fazer refluir as ameaças que, contrárias ao modo de pensar, de agir e de viver, da grande maioria de nossa população, vão baixando sobre o País.


É neste sentido que elevo minhas preces a Nossa Senhora Aparecida, a quem Dom Pedro I consagrou o Brasil, logo após nossa Independência, como Padroeira e Rainha.


Dom Luiz de Orleans e Bragança

1º de setembro de 2013.

 

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Comunicado de 03.09.2013

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COMUNICADO


PORQUE NÃO APOIAR A CRIAÇÃO DE UM PARTIDO MONARQUISTA


A monarquia é necessariamente suprapartidária. Deve se sobrepor ao embate político.


O monarca é o símbolo vivo da nação, que abarca todos os súditos, e a encarnação das virtudes de seu povo. Assim foi D. Pedro II.


Veja-se o exitoso caso da Inglaterra em que encontramos o "governo de S. Majestade" e a "leal oposição de S. Majestade". 


Todos fazem questão de se identificar com o soberano na condução do bem comum.


O Brasil não é diferente. 


No plebiscito de 1993, apesar do evidente boicote à propaganda da monarquia, 13% dos votos válidos, independentemente de sua orientação partidária, foram pela sua restauração.


Embora o Imperador possa e, em alguns casos, até deva se posicionar sobre questões políticas e sociais mais importantes para o seu povo, seus pronunciamentos sempre pairam acima da contenda partidária. 


Disse Armando Alexandre dos Santos em seu livro PARLAMENTARISMO, SIM! Mas à brasileira: com Monarquia e com Poder Moderador eficaz e paternal:


"Repetidas vezes, em conferências públicas ou em entrevistas concedidas à imprensa nacional ou estrangeira, o Príncipe D. Luiz, como também seu irmão o Príncipe Imperial D. Bertrand, têm esclarecido que a fidelidade aos princípios tradicionais católicos que lhes foram transmitidos por seu pai não impedirão o exercício das funções de um monarca constitucional parlamentar.


"– Não é impróprio à condição de monarca ter uma ideologia definida e conhecida de todos? Isso, pergunta-se ainda uma vez, não lhe retira algo da imparcialidade que precisa ter?


"Compreende-se que o Imperador deva necessariamente ser apartidário, não se envolvendo nas pugnas eleitorais dos partidos. Compreende-se que ele deva necessariamente se ater aos limites de atuação que lhe fixou a Constituição, jamais permitindo que suas próprias preferências ideológicas o levem a tomar atitudes contrárias ao juramento sagrado de respeito à Constituição que formulou ao assumir a Coroa. Mas isso não significa que ele não deva ter idéias, ou que deva manter secretas as idéias que tenha. ...


"Querer um Imperador sem ideologia é querer um Imperador sem pensamento. Ora, está na essência do regime democrático que todos os cidadãos tenham pensamento formado, para poderem votar e, assim, influírem na condução da coisa pública. Desejar um Imperador a-ideológico é desejá-lo sem pensamento, é querer na chefia do Estado um inepto, de capacidade cívica inferior à do comum dos brasileiros... Como conceber uma coisa dessas?


"'Um Imperador – escreveu com todo o propósito um veterano monarquista – não deve ser um monarca amorfo, um boneco de cera, que só sirva de testa de ferro para que certos políticos pratiquem toda espécie de imoralidade, de corrupção, de desonestidade, expondo o país à falência moral, social, política e econômica'."


O Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, sempre considerou inoportuna a criação de um partido monarquista, pois não só dividiria os eleitores mas até poderia isolar os monarquistas inibindo que políticos de outros partidos defendam a forma monárquica de governo.


Por outro lado, a disputa eleitoral poderia significar um rebaixamento da esfera de atuação dos monarquistas, ao disputar cargos eletivos destinados muitas vezes a meras atividades administrativas.


Na verdade, observa-se num contexto superior que a pátria brasileira está sendo vítima de uma Revolução Cultural que solapa a família e nossas maiores instituições. 


A monarquia, em sentido oposto, mais do que a conquista do poder, visa restaurar a ordem na sociedade civil.


No momento em que o Brasil profundo se tem manifestado repudiando o atual caos político partidário, os políticos se retraíram e, em alguns casos, quando tentaram se aproveitar dos protestos para fazer uma "onda vermelha", suas bandeiras foram queimadas e foram rechaçados.


E aí está a grande esperança. 


Há sobretudo na juventude uma crescente ala de brasileiros que vêem na Monarquia um regime que vai ao encontro de suas mais autênticas aspirações e assumem as bandeiras dos valores perenes da ordem natural. 


Essa é a Política com "P" maiúsculo na qual se vêm engajando, visando a solução dos problemas que assolam nosso país com a restauração do Trono, na linha da legitimidade dinástica.


Este é o pensamento da Casa Imperial do Brasil, por diversas vezes expendido pelo seu Chefe, D. Luiz de Orleans e Bragança e sempre fielmente compartilhado por seus sucessores dinastas, D. Bertrand, D. Antonio e D. Rafael.


São Paulo, 3 de setembro de 2013

Pró Monarquia
José Guilherme Beccari
Presidente do Conselho de Administração


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